domingo, 7 de setembro de 2008
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Totó
Por dentro, aurora
boreal
Possui a pureza animal,
indiana, africana
Inocente como a natureza
vive à procura
à espera
à tristeza escura
de seu povo ancestral
escravo bardo
farto de fardo
de estudo
de tudo
Séria graça
Muito lógico para um poeta
Muito poeta pra ômega e beta
terça-feira, 13 de maio de 2008
Pensamento
(Será q isso é meu mesmo ou copiei incoscientemente de alguém?)
quinta-feira, 8 de maio de 2008
O Fim da Vida
Oceanos tornaram-se Sertões. Os chafarizes jorravam areia, agora. As nuvens passaram a chover areia e, de vez em quando, pedras. Os humanos perderam a saliva. Os palhaços aposentaram suas florzinhas no peito. E o mosquito da dengue foi extinto.
Mas o homem não parecia importar-se com tudo isso. Já que seu organismo adaptou-se à falta d’água, não havia com o que se preocupar. Nem mesmo com a poluição, pois ele, provavelmente, acostumar-se-ia com ela, também. O importante era continuar ganhando e perdendo dinheiro, evoluindo tecnologicamente. Que economia! Já que uma expedição em busca de água em outros planetas estava fora de cogitação, naquele instante.
O triste de tudo isso é que o homem tornou-se seco. Seus sentimentos parecem terem se esvaído, juntamente com a água.
Mas alguns ecologistas saudosistas, cujas almas ainda estavam úmidas, questionavam essa situação, reclamavam, discutiam, protestavam.
Um menino, que nunca vira, ouvira, cheirara, tocara nem sentira o gosto da água, curioso, foi até um vendedor de doces – doces secos – e pediu um. Quando o vendedor perguntou qual sabor o menino queria, a resposta foi rápida, seca:
- Água!
Nesse momento, o vendedor, perplexo, silenciou-se. Lamentou por não existir água para que caísse uma lágrima de seu olho.
terça-feira, 6 de maio de 2008
Carta de um peão a todas as PEÇAS GRANDES
Ficamos meio que sem saber o que fazer, na hora. Certas coisas acontecem tão de repente, que nos deixam sem ímpeto...sem repente.
Quando fico sem saber o que fazer, escrevo. Então, resolvi fazer essas linhas aqui em homenagem a nós, peões.
Somos menores, sim, mas nossa vontade de lutar, muitas vezes supera à dos GRANDES. Creio que seja mais fácil enfrentar uma guerra, quando se é maior. Em nosso caso, a coragem ocupa o que nos falta em tamanho.
Sobre sermos mercenários. O próprio fato de debochar de alguém por ganhar menos já prova que a preocupação com dinheiro está mais concentrada no debochador. Geralmente, aqueles que têm as algibeiras mais leves são os que mais põem seus corações em uma batalha.
Muitos de nós, peõezinhos, partiram para essa guerra sem treinamento algum. Aprendendo a batalhar durante no próprio ardor do combate. Realizando, até mesmo, trabalhos de vocês, PEÇAS GRANDES.
Valorizem os peões. Somos nós quem damos a segurança para que vocês não se sintam vulneráveis, quando o desafio começa se aproximar em marcha.
Peões não são um monte de peças pequenas, que andam uma casa por vez. São, sim, uma grande peça que se espalha por todo o tabuleiro.
E mais uma coisa sobre peões vocês precisam saber. O mais bravo deles, aquele que consegue atravessar todo o tabuleiro, quando chega ao outro lado, pode tornar-se a peça que quiser.
(singela homenagem de Cabrau a seus seus colegas estagiários)
quinta-feira, 1 de maio de 2008
A menina que gostava de perguntar
E ele respondia.
Pelo que ele via, ela sabia muito pouco. E ele sempre sabia responder. Mesmo quando achava que não saberia.
Com o tempo, ele viu que certas coisas ele descobria enquanto respondia; que ela não sabia tão pouco assim; e que ele aprendia, quando respondia a ela.
(para Bianca, minha aluna cabeçuda, com quem gosto de conversar)
Poetas de Trem
Olha o vendedor!
Quem quer?
Quem quer?
Tem de toda cor
de todo sabor
Tem do preto
Tem do branco
Tem homem, tem mulher
corinthiano
são Paulino
flamenguista
Tem paulista
nordestino
do mais velho
ao mais menino
tem nervoso
tem calminho
vagaroso
rapidinho
Tem cego
surdo
mudo
aleijado
tem de tudo
Vão vagando no vagão
seja sério ou brincalhão
Ministério da Estação
Tem esforçado
Vagabundo
Tem vendedor pra todo mundo
Agora, esconde!!!
Guarda!!!
Guarda!!!
Tem gente vindo de farda!!!
Ocupamos nosso tempo gostando dos poetas de livros. São excelentes, mas são de mentira. Não existem, fora dos papéis, das linhas, das letras. Existem poetas bem mais próximos. Poetas de verdade, que dividem momentos e, às vezes, o mesmo teto que a gente, ou os mesmos cômodos com rodas, os vagões... São surdos, cegos, mudos, doentes, aleijados, pobres, feios. São todos iguais. Repetem-se como as estações, como os vagões, como os dias. Entram e saem vendendo produtos e versos baratos, às vezes até roubados. Recitam suas poesias escondendo-se dos homens de farda.
O patético
é um palhaço apaixonado.
Já viram um?
Ridículo
Fica tonto,
besta
Suas graças perdem a graça
Fica sério
Fica um cara normal.
Tal como o cara normal que,
quando ama ou gosta de alguém,
Fica parecendo um palhaço.
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Rainha de Sabá
Se é Bilqus, Balkis, Makedda, Magda, Makera
Sei que significa "grandesa"
Nikaulis, Rainha da Etiópia
Veio com uma comitiva
800 animais
Jóias
Incensos
E uma pequena caixinha de metal que faz luzes
Dizem que alí ela prende almas
Me trocou por Salomão
Me fez esperar na frente de um cinema
e declarou que,
em meu coração,
somente ela poderia reinar.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
LÊ
um boleiro qualquer
petecando uma bola
Mas o que ninguém sabe
é que, naquela bola, ele carrega
o amor, a amizade, a alegria
Deus
eu
Tornou-se um irmão, no momento em que colocamos uma fita branca em nossos pulsos.
A fita soltou do braço...
e enrolou-se no peito.
(dedicado a Leandro Cruz Cavalcante, meu irmão de fita branca)
A Síndrome de UP
Que me faz sorrir sem fazer nada
Meio que como um animalzinho
um anjo
bom
puro
Um professor que sabe menos do que eu
Ou se faz parecer que não sabe
Tão diferente
Ensina-me a todo instante a igualdade
Ensinou-me a desafinar uma gaita em apenas um dia
e a fazer um gato com uma caixa de leite
Esse menino sofre de uma síndrome
uma síndrome que contagia
uma síndrome de amor
de alegria
A Síndrome de Up
(dedicado a Lucas, meu amiguinho "massacote")
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Tia, primo e prima
seus filhos já nasceram crescidos
não têm meu sangue
não têm nem minha cor
viraram parentes faz pouco tempo
Ou sempre foram e eu nunca havia reparado
Moram na casa do lado direito
e na casa do lado esquerdo do peito
E são sempre benvindos nessa casa
para conversar, rir, chorar, trocar bolos, tortas, bolinhos, cartões de cabeleireiros, DVD's, bacanices
Dizem que parente a gente não escolhe.
Esses eu escolhi.
A poetisa
descobri uma poetisa
principiante,
desajeitada,
coitada
tropeçava nas palavras
e,
quando você pensava que ela ia cair,
Ela agarrava-se a uma palavra
"indelével"
e levantava-se.
brilhante!
Em silêncio,
sorria monalisamente,
levantava a sombracelha esquerda
E eu...
eu sabia exatamente o que ela queria dizer.
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Descobri!!!!!
Para que viemos a esse mundo.
Para passear...
conhecer...
lugares...
e gente...
É isso.
domingo, 13 de abril de 2008
Pensamento
E eu tenho sorte por poder estudar tudo isso.
(Totó, o Físico)
sábado, 5 de abril de 2008
Meus Heróis
Não envergam arcos
não desferem golpes com punhos nem pés
não conjuram magias
Nem lançam qualquer tipo de raio
São heróis de carne e osso
São de sangue
São muitos
como são
Surgem do nada
de toda a parte
E nem, se quer, sabem voar, coitados
Vêm andando,
de buzão,
de trem.
Vêm desarmados
indefesos
Mas, mesmo assim, são fortes
Sempre salvam o meu dia
Pelo menos o meu sábado
Não têm superpoderes
seus poderes são normais
podem lutar
podem sonhar
podem estudar
podem fazer um dia curto e vazio
tornar-se longo e cheio
podem crescer
enfrentar monstros
GIGANTES
podem até salvar o mundo
Sem sair de uma sala de aula.
(dedicado a meus amados alunos do Cursinho Popular Chico Mendes)
F.A. - A Força da Amizade
(Dedicado a Luiz Antonio Rodrigues Junior, um amigo que conheço há tão pouco tempo, mas que parece que conheço há anos luz)
segunda-feira, 24 de março de 2008
Se eu morasse em Minas:
Comeria pão de queijo
Iria ver uma rinha de Galo no Mineirão
Veria um leiteiro morrer de bala
Faria questão de conhecer Santa Nhinhinha
Sorôco, sua mãe e sua filha
A benfazeja
O cavalo que bebia cerveja
SARAgana
Seria Mineiro
Seria papeateiro
e pediria
a mão dela
em casamento.
Vou te contar meu segredo...
bem pequena
bem bonita
bem sem graça
Mas a flor foi crescendo
crescendo
Ficando mais bela
mais culta
mais esperta
ficando maior
cada vez maior
maior do que eu
daí eu é que fiquei sem graça.
quarta-feira, 5 de março de 2008
o mUNDO é a tELEVISÃO dE dEUS
Fazemos parte de um grande reality-show. E o pobre do DEUS está tão alienado, que não consegue fazer mais nada além de ver as pessoas eliminarem umas as outras. Até sobrar uma única que ficará com o Milhão.
segunda-feira, 3 de março de 2008
tRABALHO cONDENADO
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
O METamorFO
Mas esse amor é o mais complexo de todos, um mistério que assola a sociedade desde seu surgimento. Incontáveis poesias e letras de pagode já foram escritas, tendo o amor como tema. E mais outras incontáveis serão escritas. Cada uma delas explicando de forma diferente esse amor. Mas nenhuma delas chegou a uma definição plausível. Isso deve dar-se à condição contraditória de que Camões falava a cerca desse sentimento.
O amor apresenta-se de diversas formas e, mesmo assim, é o mesmo amor. Ele pode transformar-se, tanto dentro de nós, como nas orações; pode ser substantivado, adjetivado ou verbalizado. O amor é um sentimento metamorfo, que se adapta a todos os tipos de situação. Pode ser dor, doença, tristeza, alegria, graça, desgraça, verdade ou mentira.
Por fim, o amor é amorfo, como a filosofia, uma grande pergunta que não pode ser respondida. Não de uma só vez. Descobriremos a cada dia um pouco mais sobre ele. Mas nunca o desvendaremos por completo.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
Mãe
Meu pai
Desses que nascem da mesma barriga que a gente
às vezes ele é mais novo
às vezes, mais velho
sou o irmão do meio
Eu o escuto
Mas ele só me ouve
Ele é meu ídolo
também, meu fã
Eu sou o bêbado e ele é o sóbrio
que, voltando da balada,
precisam escorar-se um no outro,
para que nenhum caia.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
à Tiazinha do Salgado
a essa aqui
bem do meu lado
Essa tiazinha aqui não faz doce, não
Seus lanches são salgados com suor
O lanche você paga,
mas o sorriso é de graça
O melhor lanche da praça
vende
pra advogado
pra letrista
cientista contábil e da computação
pra vagabundo
pra atleta
guarda a chave da bicicleta
sempre vende
sempre guarda
sempre sorri
Tratem muito bem essa Tiazinha do Salgado, minha gente
Porque ela vende salgado,
mas é uma mulher doce.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008
poesia pra Casa
uma é lá
fica em qualquer lugar
É onde realmente moro
Mas essa sempre muda.
A outra nunca muda
é aqui em Cajamar
Já vem prontinha
Com pai, mãe e irmãos
Essa casa me deu sua chave
e disse:
entra
come
dorme
some
e volta
quando quiser
poesia pro pai
Ri tanto da vida
da gente
que faz a gente rir
Me faz rir
Me faz chocolate quentinho
Me faz parar e pensar
Depois, me faz rir, denovo
Vai fazer a feira
e não volta nunca mais
De tanta gente que conhece
Trabalha
Vai à igreja
Joga video Game
Toma cerveja
Abraça
mas não beija
Nem precisa
Seu beijo sai pelos olhos
poesia pra mãe
Dona da casa
Dona do homem da casa
Dona dos meninos da casa
Dona dos meninos que não são da casa
Dona da comida, da roupa, do varal
Dona do cigarro
Dona do dinheiro
Dona da situação
Dona das preocupações
Dona da gargalhada mais bonita que conheço
Dona nossa
Nossa mãe
poesia pro Rafa
venho seguindo-o
Ele sabe o que faz
aonde vai
mesmo quando não sabe.
Afinal, é isso o que a vida quer
certezas e apertos de mão
coisas que o Rafa tem de sobra
seus sorrisos puros
seus xingos mais duros
seus choros - os quais nunca vi
seu amor
e sua amizade
são sempre verdade
E se a vida é mesmo uma escola,
O Rafa é meu companheiro de classe.
poesia para DuVício
-Inteligência +2, Carisma -2(devido a sua teimosia)
-Sua facilidade em rir o afeta em -10 em testes contra piadas e outros tipos de gracinha
-Da mesma forma, recebe +10 para resistir a efeitos de choro
Habilidades Raciais:
-Saco sem fundo: Uma vez ao dia, DuVício pode encher o bucho com uma criatura média até seu 5° nível de personagem; grande, até o 10° nível; enorme, até o 15° e imensa, até o 20°. A partir, daí, ele pode se alimentar de criaturas colossais.
-Amigo da Internet: Com o DuVício não há diferença entre estar longe ou perto. A sensação de companhia é sempre a mesma. Não importa a distância.
-Apelão: DuVício sempre vence. Não importa qual seja o jogo,se ele conheça ou não ou contra quem esteja jogando. Ele vence e pronto.
-Tinhoso: Um DuVício nunca perde uma discussão. Não porque esteja sempre certo; e sim porque é impossível convencê-lo de que ele esteja errado.
Pensamento do Palhaço:
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Cinemática da vida
De repente, nos põem no mundo com um personagem a interpretar. Não houve a chance de ensaios, não nos foi dado nem roteiro nem falas. Temos que viver, improvisar. Cada um protagoniza a própria vida, enquanto "assiste a" e "assiste à" gravação da vida de muitos outros.
O filme é uma mistura de romance, ação, comédia, suspense, terror e ficção científica. O dia-a-dia torna-se uma reprise que passa cada vez de maneira diferente.
Choramos, rimos, passamos por perigos, brigamos, apanhamos...erramos, e muito. E não tem um diretor para dizer: "Cortaa!!!".
Às vezes, a vida cansa. Tanto que tem gente que desiste e se retira de cena antes da hora. É um filme difícil de entender e nem adianta perguntar a pessoa da cadeira ao lado, que ela não vai saber explicar. Ninguém sabe.
O curta-metragem da vida continua e, entre uma cena e outra, iremos cantarolar, assoviar e murmurar nossa própria trilha sonora, amarrando um cadarço, esperando o ônibus, no meio de um trânsito ou passando manteiga no pão. E haverá cenas e cenários inesquecíveis...a vista do alto daquele morro...a favela...uma praia...um assalto...o movimento no centro da cidade...a cena do beijo...a morte de um personagem querido.
Até que um dia o rolo de vida se acaba.
O que acontece depois ninguém sabe ao certo. Dizem que esta vida é um ensaio para uma outra vida e que, depois dela, nos encontraremos com o Grande Autor que julgará nossa atuação e nos dará ou não um Oscar. Há quem diga que, dependendo do caso, teremos de voltar aqui e gravar tudo de novo. Há, também, quem diga que isso tudo e baboseira, que o filme de nossa vida vai para um arquivo mofado.
O certo é que vidas entram e saem de cartaz o tempo todo. Algumas são sucesso de bilheteria, outras fiasco. E sempre haverá público e elenco para a vida.
terça-feira, 29 de janeiro de 2008
Quanto dura uma amizade?
Fui juntando, durante quatro meses, só as de cor vemelha. Coloquei em um pote e dei a ela.
O pote virou a ampulheta de nossa amizade.
O Palhaço cinza
Fora e dentro dele
Seu cabelo
sua roupa
desbotou
murchou
a flor do peito
seca
Mas suas lágrimas molhavam todo o povo
E seu público, acostumado a chorar de tanto rir,
riu de tanto chorar.