terça-feira, 6 de maio de 2008

Carta de um peão a todas as PEÇAS GRANDES

Semana passada, uma PEÇA GRANDE fez deboche de nossa classe, os peões. Não lembro bem que PEÇA foi; se era um Bispo...uma Torre...Estava mais pra Cavalo. Dos piores. Daqueles que se acham Rei. Caçoou. Insinuou que somos menores, fracos, mercenários... peões.
Ficamos meio que sem saber o que fazer, na hora. Certas coisas acontecem tão de repente, que nos deixam sem ímpeto...sem repente.
Quando fico sem saber o que fazer, escrevo. Então, resolvi fazer essas linhas aqui em homenagem a nós, peões.
Somos menores, sim, mas nossa vontade de lutar, muitas vezes supera à dos GRANDES. Creio que seja mais fácil enfrentar uma guerra, quando se é maior. Em nosso caso, a coragem ocupa o que nos falta em tamanho.
Sobre sermos mercenários. O próprio fato de debochar de alguém por ganhar menos já prova que a preocupação com dinheiro está mais concentrada no debochador. Geralmente, aqueles que têm as algibeiras mais leves são os que mais põem seus corações em uma batalha.
Muitos de nós, peõezinhos, partiram para essa guerra sem treinamento algum. Aprendendo a batalhar durante no próprio ardor do combate. Realizando, até mesmo, trabalhos de vocês, PEÇAS GRANDES.

Valorizem os peões. Somos nós quem damos a segurança para que vocês não se sintam vulneráveis, quando o desafio começa se aproximar em marcha.

Peões não são um monte de peças pequenas, que andam uma casa por vez. São, sim, uma grande peça que se espalha por todo o tabuleiro.

E mais uma coisa sobre peões vocês precisam saber. O mais bravo deles, aquele que consegue atravessar todo o tabuleiro, quando chega ao outro lado, pode tornar-se a peça que quiser.

(singela homenagem de Cabrau a seus seus colegas estagiários)

Um comentário:

Maurício Silva disse...

Muito bom, Cabrau. Muito bom. Você se revolta com classe e estilo.