segunda-feira, 25 de maio de 2009

"TRIBUTO A UM CÃO"(George Graham Vest [1830-1904])

Semana passada, caminhando pelo Centro Comercial de Alphaville, vi uma placa com esse título. Como adoro cachorros e outros tantos animais. Fiquei curioso em ler. Mas estava em horário de almoço. Com um monte de acompanhantes. Deixei para outro dia. E esse dia foi hoje. Só, eu li. E só não chorei por vergonha do povo da rua.



"O mais altruista dos amigos que o homem pode ter neste
mundo egoísta, aquele que nunca o abandona e nunca mostra ingratidão ou deslealdade, é o cão.

Senhores jurados, o cão permanece com seu dono na prosperidade e na pobreza, na saúde e na doença. Ele dormirá no chão frio, onde os ventos invernais sopram e a neve se lança impetuosamente se lá seu dono estiver.

Quando somente ele estiver ao lado de seu dono, ele beijará a mão que não tem alimento a oferecer, ele lamberá as feridas e as dores que resultam dos encontros com a violência do mundo. Ele guarda o sono de seu pobre dono como se fosse um príncipe. Quando todos os amigos o abandonarem, o cão permanecerá.

Quando a riqueza desaparece e a reputação se despedaça, ele é constante em seu amor como constante é o sol em sua viagem através do firmamento. Se a fortuna arrasta o dono para o exílio, o desamparo e o desabrigo, o cão fiel perde o privilégio maior de acompanhá-lo, para protegê-lo contra o perigo e para lutar contra seus inimigos. E quando a última cena se apresenta, a morte o leva em seus braços e seu corpo é deixado na lage fria, não importa que todos os amigos sigam o seu caminho: Lá, ao lado de sua sepultura, se encontrará seu nobre cão, a cabeça entre as patas, os olhos tristes mas em atenta observação, fé e confiança, mesmo à morte."



Este  tributo  foi  apresentado  a um juri pelo ex-senador George G. Vest (então
advogado), que represen
tou o proprietário de um cão morto a tiros, proposita-
damente, pelo vizinho. O fato ocorreu há um século na cidade de Warrenburg,
Missuri, USA. O senador
ganhou a causa e hoje existe uma estátua do cão na
cidade e seu discurso está inscrito na entrada do tribunal de justiça, ainda
existente na cidade.

2 comentários:

Anônimo disse...

Sim, sim. Tudo o que foi dito do cão é verdade. Mas, já pelo fato de ter sido dito por um advogado, devemos desconfiar. O cão só é constante desse modo - e fiel - porque toda a sua vida está anexada à vida do dono, e a sua existência não passa muito de se alimentar e fazer filhotes. Lembremos que a imperfeição é o que faz o brilho do humano ser belo cá na terra. Lembremos que até Pedro teve, por uma vez, infidelidade.

De seu amigo.

O Palhaço Cinza disse...

DISCORDO PLENAMENTE!!!

Os cães são fiéis, e não interesseiros.

Pedro era um idiota. E não foi infiel só por uma vez. Foram três.
Três relatadas na Bíblia. Sem contar as mancadas desconhecidas.
Todos apóstolos eram um bando de tonto que só prestava pra brigar pra ver quem era o melhor. Nem pra vigiar, enquanto Jesus dormia, eles prestavam. Tão falhos quanto eu, tu, ele, ela e nós.

A existência do homem é comer, fazer filhotes e guerra.

A natureza é perfeita.