segunda-feira, 8 de junho de 2009

Subrinha Jacobina

Em Jacobina tenho uma sobrinha
como eu

A pessoa mais legal do mundo com 15 anos de idade
como eu

Gosta de violão
como eu

De escrever
como eu

Sonha ser palhaça
como eu

Ama a vida e as pessoas e se preocupa com a vida e com as pessoas
como eu

Sente as dores do mundo
como eu

É linda por dentro
como eu

Impressiona-me a todo momento
como eu
como ninguém

Fe Zuh

Parece brincadeira
O nome de algumas pessoas
O modo como as conhecemos
O modo como depois dela eu tornei-me outro eu
E também nos tornamos pouquinho do seu
Como pode?
Elas vão ficando bonitas, conforme a gente vai gostando

E temos medo de sentir saudades
Até que ela chega
e ala (a pessoa) se vai
E vemos que a saudade dói, mas nem tanto

Que já que sou um pouquinho dela, agora,
É como se ela estivesse aqui, ainda.

Um ladrão de fé

É noitinha. Dentro do templo religioso, o homem que tem de falar fala, enquanto os que escutam escutam. Belas palavras, bem escolhidas. Lições Cristãs.

De repente. O discursante é petrificado com a imagem de um homem armado que invade a Casa do Pai:

-É o seguinte: quero saber quem tem fé de verdade, aqui drento, que eu vô metê bala.

O silêncio.

-Anda, gente! Quem crê, aqui? Quem tem fé levanta a mão, que vai levá chumbo!

Todos hesitam. Tentam erguer as mãos, mas uma força maior não permite.



Resumindo a história: Não houve levantamento de mão alguma.

E o ladrão foi embora, satisfeito com o assalto.

Havia roubado a fé daquela gente.

A meus amigos Acadêmicos.

Tenho dois amigos malas.
Só que esses dái têm alças.
Fazem versos, prosas, farsas...
Lá na USP, em suas salas.

Descem pau no que eu escrevo
Dicionários sempre abertos
Pior que sempre estão certos
Por isso me dão relevo.

Tenho orgulho desses caras
Bem mais melhores são que eu
Em dizer palavras caras

Pois já estão lá no apogeu.
Mas os seus textos sem taras
São piores do que o meu.


(Homenagem a Maurício e Thiago, dois caras respeitados, invejados, amados, odiados e queridos pela minha pessoa)

EXTRA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Decobriu-se a cura para a FEBRE SUÍNA:
É A QUEDA DO VÔO QUATROCENTOS E SEI LÁ O QUÊ!!!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Melhor comprar uma vaca.

Fui cedo à padaria em busca de leite. Tudo corria bem; tudo e todos estavam em seus devidos lugares...até a moça me dizer o preço do leite integral de caixinha: "TRÊS E TRINTA".
Meus olhos arregalaram-se, por um breve instante, soltei um "O QUÊ?!", como quem brinca, querendo dizer algo a sério. A moça entendeu minha mensagem e apresentou um outro leite com embalagem mais comprida, com uma tampinha redonda em cima, custando 40 centavos a menos. O que fez a unidade do lado de lá da vírgula diminuir, tornando o produto aparentemente muito mais barato.
Levei o "mais barato" e fui refletindo, no curto caminho para casa. Nada contra o pessoal da padaria. Gosto deles. A dona me conhece desde moleque. Já fazem parte da minha vida. Se abrirem uma padaria aqui na região de pão mais gostoso e barato, ficarei sem jeito de comprar em outro lugar que não seja A PADARIA PRINCESA. Chama-se fidelidade. A gante pega carinho pelos donos do comércio e assim se vira freguês.
Mas, voltando ao leite, fui pensando...Lembrei-me de um tempo em que o leite custava um e oitenta...por aí...E que daqui a uns anos o leite custará cinco pau. Isso, num ano, dá R$1825,00. Existem vacas mais baratas que isso. Mas, levando-se em conta o aumento do preço das vacas daqui a uns anos, uma caixinha de leite por dia ao ano será igual a uma vaca. Mas e aqui em casa e em outras residências com sete moradores ou mais? Como é que vai ficar? Uma caixinha por dia não dá!
Por isso, pensemos, consumidores. Vamos fazer uma vaquinha e comprar uma vaquinha.