Primo, primo, de verdade
Esse primo não é, não.
Mas é primo há tanto tempo
Que é bem mais que outros que são.
Porque a gente não se entende
E, mesmo assim, se defende,
Como amigo, como irmão.
Primo meu porque o conheço
Desde quando era criança.
Primo meu porque a amizade
Nossa briga e nunca cansa.
Primo meu porque mereço
Primo meu por endereço
Prim meu por vizinhaça.
Leva a vida pela arte
Assim reconhece o mundo
Nessa arte que se apega
Ao sentir-se moribundo
Arte musicada, escrita
piintada, esculpida, dita
Dela que tira seu fundo.
Nossas orações coordenam
Embora haja diferenças
Mas, sendo adversativas,
Dirigem-se a mesma crença.
Deus é nosso Verbo inquieto
E nós somos o objeto
De uma única sentença.
Muito obrigado, meu primo
Por todas tantas lições
Por presenças e conversas
E por todas orações
Pelas viagens a Minas
Pelas Santas Catarinas
Pelos versos e canções
(Lembra seu presente de aniversário que nã oqueria sair, Maurício? Saiu. Agora, grita aqui no muro e vem pegar seu vinho e seu sacarrolhas)
2 comentários:
Desse jeito eu choro, cara. rs Bonito, bonito. O melhor presente que alguém podia ter me dado. Um abraço desse seu amigo de nem tantas diferenças assim,
Maurício.
Saudade de te ler.
Beijos.
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